Palestra em Passos Maia orienta sobre caça ao javali

Caçadores, policiais e proprietários de terras participaram de evento nesta semana no município

Por Oeste Mais

06/02/2020 14h24 - Atualizado em 17/04/2020 14h39


Dezenas de pessoas participaram nesta quarta-feira, dia 5, de uma palestra sobre os procedimentos necessários para a caça legal do javali na região. Realizado na Associação Amigos do Cavalo, no interior de Passos Maia, o evento foi promovido pelo Clube de Tiro Esportivo, Caça e Pesca Passos Maia, com apoio da Secretaria de Agricultura do município, Cidasc e Polícia Militar Ambiental (PMA).

 

O tenente-coronel Adair Alexandre Pimentel, comandante do 2º Batalhão da PMA de Chapecó, mostrou aos participantes os problemas ambientais, sociais e econômicos causados pelo javali. Para o abate, segundo ele, é necessário ter registro em algum clube de tiro. Também no site do Ibama, no campo Simaf (Sistema de Manejo da Fauna), é preciso se cadastrar para conseguir a permissão de caça. “Antes disso, você deve estar cadastrado no CTF (Cadastro Técnico Federal), também localizado no site do Ibama”, explicou.

Caça ao javali foi tema de palestra em Passos Maia (Foto: Divulgação)

Adair também comentou que cabe ao Exército a emissão das guias de tráfego das armas, possibilitando o deslocamento dos caçadores com o armamento. “É importante esclarecer que pode ser feito o uso também de armadilhas, que são autorizadas pela Polícia Militar Ambiental ou o próprio Ibama”, acrescentou.

 

Além de caçadores, policiais e proprietários de terras, a palestra foi assistida pelos prefeitos de Ouro Verde, Amélio Remor Junior, e Passos Maia, Leomar Roberto Listoni, que frisou a necessidade de toda a regularização para a caça do animal.

 

“Ainda temos na nossa região abates ilegais que trazem transtornos para a Polícia Ambiental, Ibama e proprietários de terras. Temos que conscientizar cada vez mais os proprietários da importância que tem o abate e também os controladores sobre a forma legal que devem fazer o abate dos animais”, reforçou Listoni.

Palestra reuniu dezenas de participantes (Foto: Divulgação)

Caça e consumo da carne

 

O tenente-coronel alertou sobre os perigos do consumo da carne. “Para aquela pessoa que faz o abate, é importante destacar que o consumo da carne é feito por conta e risco do controlador, não é indicado por nenhuma entidade que se faça o consumo da carne”, disse Adair, informando ainda que a destinação da carcaça deve ser feita através do enterramento em local adequado ou cremação. “Não se pode transportar a carcaça do javali abatido”, reiterou.

 

Reunião

 

Prevista para março, uma próxima reunião deverá ocorrer entre a diretoria do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que gerencia o Parque Nacional das Araucárias, Ibama, comando da Polícia Militar Ambiental local, Secretaria Municipal de Agricultura e Sindicato dos Produtores Rurais para traçar estratégias e ações de potencialização do abate do javali. “Isso é muito importante para o controle, porque presenciamos danos às lavouras, risco de transmissão de doenças e impactos no meio ambiente pela presença do javali”, finalizou o tenente-coronel. A reunião ainda não tem data marcada.

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