Xanxerense, maestro de corais, dá aulas de canto na região e participa como jurado em festivais

Alcedir Capeletti, mais conhecido como Pimpim, ganhou o primeiro instrumento aos 13 anos

Por Kiane Berté

19/11/2019 10h36 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Alcedir e alguns de seus alunos (Foto: Arquivo pessoal)

A música sempre foi algo muito presente na família de Alcedir Capeletti. O músico, que é casado e reside atualmente em Xanxerê, descobriu que gostava de música ainda muito novo. Isso porque, a mãe dele, Ires Salvadego, os tios e a avó, se reuniam em encontros de família e a música sempre estava presente, principalmente por Ires, que toca acordeon e canta.

 

Pimpim relembra que foi aos 13 anos de idade, com muita insistência dele com a família, ele ganhou o primeiro acordeon. “Entendia tanto que na primeira vez peguei ele ao contrário”, brinca.

 

Nessa época, por volta dos anos 1990, Pimpim residia na comunidade Dom Carlos, interior de Passos Maia. “Naquela década não existiam as facilidades que temos hoje, o acesso a informação a letras e vídeos das músicas”.

 

Devido às limitações em questão da falta de letras para tocar, dona Ires, hoje com 74 anos, foi a primeira professora de Alcedir. Foi ela quem ensinou tudo o que ele precisava saber sobre o acordeon durante um tempo. “Por muitos anos meus estudos foram como autodidata, aprendi a maioria das coisas sozinho, estudando, e apreciando bandas daquele período”, conta.

 

Alcedir, já na vida adulta, acabou montando uma banda junto de seu irmão mais velho, Aldir. O grupo foi batizado como Banda Harmonia do Som – conhecida como Banda HS.

 

A Banda HS durou 15 anos. Nela, Pimpim era três em um: tocava teclado, acordeon, e cantava. “Foi um período de muito aprendizado, mas a Banda naquele período ainda era mais como um hobby”, comenta ele.

 

Ainda em época de banda, Alcedir conheceu Fernanda. Ela também integrou a banda como vocalista e acabou o incentivando a adotar a música como algo profissional para a vida pessoal dele. Hoje, além da música, que gosta tanto, ele também tem a Fernanda, que foi com quem se casou e vive há 18 anos.

Pimpim e dona Ires (Foto: Arquivo pessoal)

Maestro em corais

 

Ainda naquele tempo, ele também participava de um coral, este onde ele atuava apenas como instrumentista. Um tempo depois, em 2007, surgiu o primeiro convite para que ele pudesse ser Maestro de um coral de Faxinal dos Guedes. Após essa apresentação, ele nunca mais parou.

 

Como ele acabou se identificando muito com o canto coral, passou a dedicar os últimos anos para se especializar nisso e estudar muito. Fez diversas oficinas e passou a ter aulas inclusive com professores de outros países.

 

“Fiz pós-graduação em música, porque eu já tinha uma graduação em outra área e agora em dezembro vou concluir o curso de Licenciatura em Música, que era um sonho e agora estou realizando”, comenta ele, muito animado.

 

Hoje, com 40 anos, Pimpim trabalha com nove corais em seis municípios diferentes, além de ter alunos particulares que estão aprendendo tudo o que ele tem a ensinar sobre a sua paixão.

 

“Monto todos os meus arranjos para usar com cada coral. Como faço o estudo das vozes, cada partitura é muito única e produzida especialmente para aquele coral”, revela.

 

Alcedir aprecia muito as músicas gauchescas, italianas, as populares e clássicas, que também acaba fazendo o arranjo para os corais em que participa.

Primeiras fotos dos integrantes da Banda HS (Foto: Arquivo pessoal)

Instrumentos aprendidos

 

Além do teclado, – que é o instrumento principal dele – Pimpim toca acordeon, violão e flauta, mas conta que recentemente comprou um violino, e que pratica porque está ensinando a esposa, já que o novo instrumento é um presente para ela. “Amo o que escolhi fazer, sou muito grato por isso, pois minha esposa em especial hoje me apoia muito”, ressalta.

 

Pimpim sabe que muitas pessoas falam que é impossível sobreviver da música, mas ele gosta de dizer que ele é a prova do contrário. “Para bons profissionais que se dedicam e se esforçam, sempre existe trabalho e o reconhecimento”.

 

Alcedir, além de cantar em corais e dar aulas de música, também atua, com frequência, como jurado em festivais de toda a região. Ele já participou de festivais no Rio Grande do Sul, Paraná, e diversas regiões de Santa Catarina.














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