Ministra da Agricultura visita Oeste de SC para definir medidas em razão da estiagem

Tereza Cristina disse que intenção é observar a realidade para traçar ações de acordo com o cenário

Por Redação Oeste Mais

13/01/2022 08h49 - Atualizado em 14/01/2022 17h27



Encontro com lideranças em Chapecó (Foto: Bruno Pace Dori/Diário do Iguaçu)

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, esteve em Chapecó para um encontro com lideranças políticas e do agronegócio de Santa Catarina na tarde desta quarta-feira, dia 12, com o objetivo de ver de perto a real situação dos produtores rurais e criadores de proteína animal castigados pela estiagem que atinge os três estados da região Sul, além do Mato Grosso.

 

A equipe visitou propriedades rurais afetadas pela estiagem. “Viemos ver de perto, conversar com os produtores e lideranças dos estados para realizar o levantamento in loco e levar para Brasília as informações necessárias que nos ajudarão a definir ações de curto, médio e longo prazo. É preciso pensarmos também na safra de inverno, saber sua viabilidade e avaliar a possibilidade de outras culturas mais seguras como alternativa”, declarou.

 

O governador Carlos Moisés acompanhou a visita e falou para uma plateia de prefeitos e produtores rurais que o governo catarinense vai investir pelo menos R$ 350 milhões até o fim do próximo ano em medidas de resiliência hídrica. Apenas em 2022, o Programa SC Mais Solo e Água destinará R$ 150 milhões aos produtores rurais, subsidiando a instalação de cisternas, poços artesianos, entre outras medidas.

Ministra se encontrou com o governador de SC (Fotos: Ricardo Wolffenbuttel/Secom)

Segundo Carlos Moisés, a intenção é fazer com que o SC Mais Solo e Água seja um programa perene, que possa manter a competitividade do agronegócio, que responde por mais de 70% das exportações catarinenses.

 

“Estamos investindo também na preservação de nascentes e para incentivar o agricultor a preservar estes espaços. Aliado a isso, temos também a perfuração de poços e a reservação de água. O governo do estado é um parceiro dos produtores rurais. Estamos nos envolvendo cada vez mais nesse tema”, garantiu o governador.

 

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O secretário de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural, Altair Silva, destacou que o Programa SC Mais Solo e Água permite que o produtor consiga viabilizar até R$ 100 mil em empréstimos, com juro zero e desconto entre 50% e 75% se o pagamento ocorrer em dia.

 

“O produtor também pode captar até R$ 30 mil para preservação de nascentes, com cercamento da área e plantio de árvores nativas. O prazo para pagar é de cinco anos e o desconto com o pagamento em dia é de 75%. O Programa SC Mais Solo e Água é essencial e não vai parar. O planejamento hídrico é cada vez mais importante”, disse.

Tereza Crisita em propriedade no interior de Chapecó (Foto: Guilherme Martimon/Mapa)

Estiagem em SC

 

A estiagem é causada pelo baixo volume de chuvas nas regiões Extremo-Oeste, Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros, mas o esperado seria de uma média em torno de 150 mm. De acordo com a Defesa Civil, dos 91 municípios que integram a região Oeste, 76 (83,5%) já emitiram decretos de situação de emergência.

 

A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho – tanto milho grão quanto silagem – que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite. De acordo com as informações da Epagri/Cepa, a colheita estadual deve ter uma redução de 12,2%, sendo que nas regiões Oeste e Extremo-Oeste algumas lavouras tiveram perdas de até 50%. Até o momento, as perdas são avaliadas em R$ 1,2 bilhão no meio rural catarinense.


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