Entenda a diferença entre neve, geada, sincelo e chuva congelada

Fenômenos são comuns em Santa Catarina; saiba diferenciar

Por Redação Oeste Mais

02/07/2021 11h37 - Atualizado em 02/07/2021 11h39



Neve, geada, sincelo e chuva congelada: você sabe identificar a diferença desses fenômenos? Em Santa Catarina, os três fenômenos provocados por uma intensa massa de ar polar foram visíveis  na semana mais gelada de 2021, em diversas regiões do Estado.  A variedade do 'cardápio' pode causar confusão na hora de classificar os tipos de ‘gelo'. Por isso, a meteorologista Gilsânia Cruz, da Epagri/Ciram, explica a diferença entre esses e outros fenômenos.

 

Neve

 

Neve é a precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos, formados pelo congelamento do vapor d´agua suspenso na atmosfera. “Esses cristais têm uma forma bem característica, em geral de forma hexagonal, e complexamente ramificados”, explica a meteorologista da Epagri.

 

Neve granular

 

É menor do que a neve tradicional e é formada por “grãos” muito pequenos, com diâmetro geralmente inferior a 1 milímetro. Pelo tamanho, esses grãos normalmente são levados pelo vento e, por isso, dão a impressão de chuva.

Neve foi registrada em diversos municípios de SC (Foto: Amigo de Viagem)

Chuva congelada

 

A chuva congelada normalmente antecede a precipitação de neve e é semelhante a um granizo pequeno, que cai e salta, fazendo até barulho, às vezes. O formato do “gelinho” que cai é diferente da neve. 

 

Chuva congelante

 

A diferença entre a chuva congelada e a chuva congelante é a forma como a precipitação chega ao solo. “Enquanto a chuva congelada chega, normalmente, em estado sólido, a chuva congelante é a chuva que descongela na atmosfera, mas volta a congelar assim que toca o solo”, diz Gilsânia.

Chuva congelada acumulou em roupas de moradores (Foto: Mychel Legnaghi/São Joaquim Online)

Geada branca

 

A geada branca, que congela a parte superficial das plantas, é observada com frequência em diversas regiões de Santa Catarina durante as estações mais frias. Ela se forma associada a temperatura baixa, ausência de nuvens e baixa umidade do ar. “Quando a temperatura do solo cai acentuadamente no período noturno, aproximando-se de 0°C, as gotas de orvalho congelam, formando o fenômeno”, explica Gilsânia. Nesse caso, a temperatura do ar não precisa chegar a 0°C: abaixo de 4°C já pode ocorrer formação de geada, mas, quanto menor for a temperatura, mais intenso será o fenômeno.

 

Geada negra

 

É um tipo de geada muito mais prejudicial para a agricultura, pois congela a parte interna das plantas, queimando a seiva. Ela se forma associada a temperatura baixa, ar seco e vento moderado a forte. Pode ocorrer a qualquer hora do dia.

Geada marcou o amanhecer em diversos municípios (Fotos: Redes Sociais)

Sincelo

 

É um fenômeno associado a dias com nevoeiro, quando a temperatura varia de -2°C a -8°C. Ele resulta do congelamento das gotículas de água ao tocar a superfície, formando cristais de gelo. É mais fino que a geada. “No Brasil, a ocorrência do sincelo é incomum. Ele é mais observado em Santa Catarina, nos municípios de Urubici, Urupema e São Joaquim”, conta a meteorologista da Epagri.

 

Granizo

 

O granizo é um tipo de precipitação, como a chuva e a neve, que cai em forma de gelo.  “O fenômeno se forma em nuvens do tipo cumulonimbus, com desenvolvimento vertical, com correntes de vento convectivas ascendentes muito velozes”, diz Gilsânia. A velocidade do vento leva a água com rapidez para as partes mais frias da nuvem (abaixo de 0°C), causando o congelamento. Quanto mais forte for o transporte da água dentro da nuvem (chamado de turbulência), maiores serão as pelotas de gelo precipitadas. Pelotas de gelo com tamanho de até 5 milímetros são chamadas de granizo e, acima disso, de saraiva.


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