Procon determina retirada de anúncios do 'Melzinho do Amor' vendido pela internet

Produto, que é anunciado como estimulante sexual, teria substâncias naturais na composição

Por Oeste Mais

18/06/2021 16h25



O Procon de Santa Catarina notificou cinco empresas que vendem o "Melzinho do Amor" e determinou a retirada de anúncios para comercializar os produtos em até 48 horas. Os alvos da medida cautelar são plataformas na internet onde essas substâncias, que não possuem comercialização autorizada pela Anvisa, podem ser adquiridas. 

 

O produto, que é anunciado como estimulante sexual, teria substâncias naturais na composição. A medida cautelar cita uma marca e mostra anúncios de diversos sites.

 

Anvisa proíbe a venda

 

Em nota, a Anvisa afirmou que ainda não sabe dizer qual é a composição do Melzinho. Mesmo com os anúncios afirmando que se trata de um produto natural, ele não se enquadra como alimento registrado ou isento de registro.

 

Segundo a Avisa, alimentos não podem ser publicizados como indicados para aumento da libido. Como promete resultados com fins terapêuticos, ele necessita de uma regulamentação como medicamento, o que não aconteceu no caso.

 

A suspeita das autoridades sanitárias é que a composição tenha sildenafila, substância que compõe o Viagra, que é um medicamento liberado apenas com receita médica. Para o urologista Gilberto Laurino Almeida, há risco para quem consome o produto.

 

"A gente está ingerindo uma substância ou um composto de substâncias que a gente não sabe o que tem lá dentro, digamos assim. não existiu uma aprovação, uma validação por uma agência regulatória", disse.

 

No dia 25 de maio, a Anvisa deu início a um dossiê para avaliar se o produto é regular e está de acordo com a legislação sanitária vigente. Segundo o órgão não há um prazo para a conclusão do trabalho.

 

Em paralelo ao dossiê, duas resoluções foram publicadas pelo órgão no Diário Oficial. No dia 27 de maio, aconteceu a proibição da produção, comercialização, publicidade e compra da marca que também foi citada na medida cautelar. Já no dia 7 de junho, outra marca que faz a venda do produto também sofreu a mesma sanção.

Com informações do G1


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