Dinossauro de pescoço longo mais antigo do mundo é descoberto no RS

Materiais representam a primeira ocorrência de esqueletos completos de dinossauros no Brasil

21/11/2018 14:33 - Atualizado em 21/11/2018 14:33


Fósseis foram escavados de rochas triássicas, com 225 milhões de anos (Foto: CAPPAUFSM/Divulgação)

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, e da Universidade de São Paulo (USP) descobriram uma nova espécie de dinossauro em Agudo, no interior do estado gaúcho.

 

Segundo o paleontólogo Rodrigo Temp Müller, do Centro de Apoio a Pesquisa Paleontológica da UFSM, além de estarem associados e bem preservados, os materiais representam a primeira ocorrência de esqueletos completos de dinossauros no Brasil.

 

O animal, que recebeu o nome de Macrocollum itaquii, foi descrito a partir de três esqueletos fossilizados escavados em rochas triássicas, com 225 milhões de anos.

 

Os esqueletos foram coletados no início de 2013 e o estudo foi publicado recentemente na revista acadêmica britânica Biology Letters.

 

Participaram da pesquisa o paleontólogo Rodrigo Temp Müller, o professor Max Cardoso Langer, da Universidade de São Paulo, e o professor Sérgio Dias da Silva, da UFSM.

De acordo com os pesquisadores, o fóssil encontrado no RS tem cerca de 3,5 metros de comprimento (Foto: Rodrigo Temp Müller/Divulgação)

De acordo com os pesquisadores, o fóssil tem cerca de 3,5 metros de comprimento. "O que mais chama a atenção nesses animais é o pescoço bastante longo. Esta é uma das principais características do grupo de dinossauros que inclui os gigantes pescoçudos, os saurópodes, como Brachiosaurus e Apatosaurus.

 

Um ponto importante da nova descoberta é que Macrocollum itaquii é muito mais antigo do que qualquer outro dinossauro de pescoço longo já descrito. Isso faz com que o novo dinossauro brasileiro passe a ser o mais antigo pescoço longo já descoberto", explica Rodrigo Temp Müller.

 

Para Müller, fósseis de dinossauros com aproximadamente 225 milhões de anos são muito raros. "O momento é importante para a história evolutiva dos dinossauros, porque antecede o período em que os dinossauros se tornaram dominantes em quase todo o planeta. Assim, o Macrocollum itaquii ajuda a entender como eram os dinossauros que antecederam esse momento e também quais características podem ter levado ao grande sucesso posterior do grupo".

 

Os fósseis da nova espécie ficarão depositados no Centro de Apoio a Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM), n São João do Polêsine, onde poderão ser visitados, tanto por pesquisadores, quanto pelo público.

Do G1


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