Bolsonaro diz estar bem após cirurgia de aproximadamente cinco horas

Quarta operação após facada foi feita para corrigir hérnia e demorou acima do previsto

09/09/2019 07:51



O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para falar sobre a cirurgia a que foi submetido neste domingo, dia 8, um ano após ter sido esfaqueado durante a campanha eleitoral.

 

“Mais uma cirurgia. Desta vez foram 5 horas, mas estamos bem. Obrigado a todos pelo apoio e orações! Obrigado Deus pela minha vida! Logo estarei de volta ao campo. Irruuu!”, escreveu.

Jair Bolsonaro com o filho Flávio Bolsonaro após a cirurgia (Foto: Reprodução/Twitter)

Bolsonaro está no quarto do hospital e após ser submetido neste domingo a uma cirurgia de correção de hérnia incisional, no Hospital Vila Nova Star, na Zona Sul de São Paulo. 

 

Segundo o boletim médico, a operação foi bem sucedida , e Bolsonaro apresenta "quadro clínico estável". O presidente ficará em recuperação por cinco dias e deverá ter autorização para viajar em até dez dias, de acordo com o médico Antônio Macedo.

 

Segundo o médico, a cirurgia demorou mais do que o comum porque a equipe não esperava que o intestino do presidente tivesse voltado a se aderir ao tecido abdominal, o que exigiu maior paciência para a correção da hérnia e a introdução de uma tela de polipropileno para auxílio no reforço muscular.

 

“O que não pode é correr na cirurgia. Tem que ter calma. Se precisar demorar quatro, demora. Se precisar demorar oito, demora. O importante é ficar bem feito. Normalmente uma hérnia não demora tudo isso, mas não contávamos que o intestino tinha aderido tudo de novo. Tem que ser feito muito devagar, com muito cuidado”, disse o médico.

 

A hérnia surgiu, de acordo com Macedo, em razão do número de operações às quais o presidente foi submetido desde o atentado sofrido em Juiz de Fora, há um ano.

 

Mourão no comando

 

O vice-presidente Hamilton Mourão ficará até quinta-feira, dia 12, à frente da Presidência da República. Depois, Bolsonaro poderá despachar do próprio hospital. "Temos condições de proporcionar ao presidente o despacho normal, não obstante as questões procedimentais-médicas que vão exigir o descanso do presidente", disse o porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros.

Com informações do O Globo e da Folha de S.Paulo


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