Bolsonaro assina decreto que proíbe queimadas por 60 dias

Medida é resposta a incêndios que geraram forte pressão internacional e ameaças ao acordo UE-Mercosul

Por Oeste Mais

29/08/2019 10:08 - Atualizado em 29/08/2019 10:08



Incêndio na floresta amazônica em Altamira, no Pará (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

O presidente Jair Bolsonaro assinou na noite desta quarta-feira, dia 28, um decreto proibindo a prática de queimadas em todo o Brasil por 60 dias. A medida foi anunciada paralelamente à constatação de um número recorde de focos de incêndio para o mês de agosto no estado do Amazonas.

 

O decreto assinado por Bolsonaro suspende a permissão do emprego do fogo durante dois meses, com exceções para os casos de controle fitossanitário autorizados por órgão ambiental, agricultura de subsistência de indígenas e práticas de prevenção e combate a incêndios. Segundo o Código Florestal, as queimadas são permitidas apenas em casos específicos e desde que autorizadas pelos órgãos competentes.

 

A medida "excepcional e temporária", segundo o governo, deverá fazer parte de um pacote de ações de preservação do meio ambiente a ser formalizado nesta semana. O objetivo seria demonstrar dentro e fora do país que o governo não é leniente com as queimadas na Amazônia, segundo a Folha de S. Paulo.

 

Devido ao desmatamento e às queimadas na região, Bolsonaro se tornou alvo de pesadas críticas de políticos europeus, que ameaçaram suspender o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Alguns políticos alemães chegaram a pedir sanções ao Brasil em razão da maneira como o governo Bolsonaro lida com o meio ambiente.

Com informações do Terra


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