Trabalhador morre em supermercado, corpo é coberto por guarda-sóis, e local continua funcionando

Caso ganhou repercussão nas redes sociais após funcionários divulgarem imagens da fatalidade

Por Redação Oeste Mais

19/08/2020 09h46 - Atualizado em 19/08/2020 09h46



Um representante de vendas morreu enquanto trabalhava em um supermercado Carrefour do Recife, e teve o corpo coberto com guarda-sóis e cercado por caixas de papelão, engradados de cerveja e tapumes improvisados entre as gôndolas.

 

Ele atuava como representante de vendas de uma empresa de alimentos fornecedora e não era funcionário do Carrefour, mas estava no local a trabalho.

 

Funcionários e clientes que estavam no supermercado disseram que o estabelecimento permaneceu funcionado normalmente. O Carrefour identificou o homem como Moisés Santos e disse, em nota, que a causa da morte foi infarto.

 

O caso aconteceu na sexta-feira, dia 14, na capital pernambucana, mas ganhou repercussão nesta terça-feira, dia 18, após internautas reagirem com indignação nas redes sociais.

 

“O homem tinha 53 anos e trabalhava como representante de uma empresa de alimentos. Ele morreu, parece que de um mal súbito, e o corpo ficou lá das 7h30 até às 11 horas. Ficaram esperando a chegada do IML [Instituto de Medicina Legal]”, afirmou o representante do estabelecimento.

Corpo de representante de vendas que morreu enquanto trabalhava em supermercado no Recife foi coberto com guarda-sóis e isolado por caixas e tapumes improvisados (Foto: Renato Barbosa)

Segundo Barbosa, o supermercado estava cheio no momento em que o cadáver ficou coberto e isolado no corredor. “Dava para ver o corpo e as pessoas comentaram”, contou. A área onde ficou o corpo também foi isolada por uma fita amarela e preta e engradados de cerveja.

 

Em resposta aos comentários feitos pela internet, o Carrefour publicou três notas nas redes sociais. Na primeira delas, a empresa lamentou o que aconteceu na loja.

 

O Carrefour também disse que a equipe de prevenção e riscos acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), assim que o prestador de serviços começou a passar mal, e “seguiu todos os protocolos durante o socorro e após o falecimento”.

 

A empresa também disse que segue “prestando toda assistência necessária para a família, neste momento tão difícil”.

 

Na segunda nota, a empresa afirmou que “os protocolos para que as lojas sejam fechadas quando fatalidades como essa aconteçam já foram alterados”.

Com informações do G1


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