Transmissão do coronavírus aumenta no Brasil, alerta estudo inglês

Imperial College mostra que cada cem pessoas infectadas podem contaminar 111 saudáveis

Por Oeste Mais

08/07/2020 10h12 - Atualizado em 08/07/2020 10h12


Um levantamento divulgado nesta terça-feira, dia 7, pelo Imperial College alertou que o contágio do coronavírus no país está mais acentuado. De acordo com a pesquisa, o índice de transmissão da Covid-19 é, agora, 1,11, ou seja, cem pessoas contaminadas podem levar o Sars CoV-2 a 111 saudáveis. Na semana passada, o estudou indicou que a taxa de transmissão era de 1,03. Então, a cada cem infectados, 103 eram contaminados pelo coronavírus.

 

O Imperial College realizou a pesquisa em 56 países onde há transmissão ativa do coronavírus. O balanço foi fechado com base nos dados coletados no último domingo, dia 5. O relatório ressalta sete vezes que a notificação de casos e óbitos pela pandemia no Brasil está mudando e que, por isso, essas informações devem ser interpretadas “com cautela”. Não há mais detalhes sobre esta observação.

 

Outra análise

 

Benilton de Sá Carvalho, pesquisador de estatística e epidemiologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), indica que o número de casos de coronavírus se estabilizou em cidades da Grande São Paulo, e calcula que o mesmo ocorrerá no interior do estado nas próximas três semanas.

 

Além disso, apenas três estados, Rio de Janeiro, Amapá e Goiás, têm índice de transmissibilidade da covid-19 abaixo de 1. Ou seja, cem pessoas contaminadas provocariam menos de cem infecções.

 

“O índice de reprodução do coronavírus no Brasil tem um comportamento de uma onda: quando o contágio reduz, a população, que está cansada do isolamento social, vai para a rua, e o índice de contágio aumenta novamente. Então, nunca há uma baixa significativa”, descreveu. “Agora, com medidas mais flexíveis para o comércio, é possível que ele cresça visivelmente nas próximas duas semanas. Um indivíduo infectado sentado em um bar pode contaminar três, quatro pessoas ao seu redor, e assim vamos mantendo a pandemia”.

Com informações do Jornal O Globo

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