Em abril, mortes em casa saltam 80% nas capitais com hospitais já lotados

Sobrecarga de serviços de saúde por causa do novo coronavírus afeta todo tipo de atendimento

Por Oeste Mais

13/05/2020 09h44 - Atualizado em 13/05/2020 09h44


As oito capitais de estados, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, que registram as maiores taxas de ocupação de leitos hospitalares em decorrência da pandemia da covid-19 tiveram uma alta de 80% no número de mortes ocorridas em casa em abril, em comparação ao mesmo mês em 2019.

 

No mês passado, foram registradas 3.816 mortes "em domicílio", contra 2.119 no mesmo período no ano passado. Os dados constam no Portal da Transparência da Arpen Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) e têm como fonte as certidões de óbito emitidas pelos cartórios de todo o país.

 

Muitas são as situações que levam a uma morte em casa. Boa parte é causada por um problema agudo, o que impede o socorro a tempo, como um infarto. Outra causa comum são os doentes terminais que optam pelo falecimento em domicílio.

 

De acordo com especialistas consultados pelo portal de notícias Uol , essa alta ocorrida em abril de 2020 é reflexo direto do novo coronavírus, seja pelo avanço da doença covid-19, muitas vezes de forma silenciosa, mas também pela sobrecarga de serviços de saúde, situação que afeta todo tipo de atendimento.

 

Há ainda relatos de doentes que demoram a buscar um hospital justamente por medo de contaminação. E também a suspeita, ainda em investigação científica, de que o novo coronavírus seja causador de problemas como infarto e AVC (acidente vascular cerebral).

 

 

 

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