Museu de Arte de São Paulo expõem obras de mulheres artistas do século XIX

A mostra “Histórias das Mulheres: Artistas antes de 1900” pretende resgatar a produção feminina na pintura e no tecido que ficou de fora da maior parte dos livros de história.

Por Oeste Mais

25/10/2019 10h55 - Atualizado em 17/04/2020 14h39


A exposição pode ser vista até o dia 17 de novembro (Foto: Reprodução/Revista Exame)

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) expõem obras de mulheres artistas na mostra Histórias das Mulheres: Artistas antes de 1900. A exposição pretende resgatar a produção feminina na pintura e no tecido que ficou de fora da maior parte dos livros de história.

 

Segundo a curadora assistente do museu, Mariana Leme, esse apagamento foi principalmente no século XX. O desaparecimento histórico acontece, segundo a pesquisadora, mesmo nos casos em que as artistas tiveram reconhecimento em vida. Ainda de acordo com Mariana, nos livros sobre o Renascimento elas são citadas como casos excepcionais, mas são citadas. Nos textos de crítica de arte dos séculos XVII, XVIII e mesmo no XIX, mencionam obras de mulheres artistas.

 

Mariana informou ainda que, além das 60 pinturas, a exposição traz 34 trabalhos em tecido, alguns produzidos na região dos Andes antes da invasão espanhola. São peças que, segundo a curadora, em sua grande maioria, foram feitas por mãos femininas.

 

Nesse tipo de produção, o apagamento desse trabalho acontece, de acordo com a curadora, pelas teorias que colocam o artesanato como uma forma menor do que o desenvolvimento artístico.

 

A exposição pode ser vista até o dia 17 de novembro. O Masp fica na Avenida Paulista, região central de São Paulo, e tem entrada gratuita às terças-feiras, das 10 horas às 20 horas. De quarta-feira a domingo, fica aberto das 10 horas às 18 horas.

Autorretrato no cavalete, 1556, obra de Sofonisba Anguissola (Foto: Reprodução/Wikiart)

Lembradas e esquecidas

 

Sofonisba Anguissola, pintora italiana que viveu entre os séculos XVI e XVII, chegou a ser mencionada nas crônicas de Giorgio Vasari, considerado um dos primeiros historiadores da arte. Conforme Mariana, a artista era elogiada pelo Michelangelo na época. E receber um elogio do Michelangelo não é para qualquer uma, disse a curadora mostrando a relevância da artista.

 

A francesa Vigée-Lebrun é outra que teve grande importância, mas atualmente não aparece do mesmo tamanho nas narrativas da história da arte. De acordo com a curadora, ela chegou a ocupar o cargo de primeira pintora da corte da Maria Antonieta. Ou seja, o cargo mais importante da corte mais importante da Europa no século XVIII.

Autorretrato de Vigée-Lebrun, 1790 (Foto: Reprodução/Art Renewal Center)

Com informações da Agência Brasil

COMENTÁRIOS

Os comentários neste espaço são de inteira responsabilidade dos leitores e não representam a linha editorial do Oeste Mais. Opiniões impróprias ou ilegais poderão ser excluídas sem aviso prévio.