Caipirinha, bebida genuinamente brasileira, se torna patrimônio imaterial do Rio de Janeiro

Lei foi sancionada pelo governador fluminense, Wilson Witzel

25/10/2019 09h53 - Atualizado em 17/04/2020 14h39


Caipirinha é a unica bebida brasileira reconhecida internacionalmente pelo International Bartenders Association (IBA) (Foto: Pixabay)

O mais novo patrimônio imaterial do Estado do Rio leva cachaça, limão, açúcar e gelo. Criação brasileira, a caipirinha ganhou reconhecimento histórico com a Lei 8576, publicada nesta quinta-feira, dia 24, no Diário Oficial, um ano após o centenário da bebida. O projeto de autoria do deputado estadual Paulo Ramos (PDT/RJ), fã da bebida, foi sancionado pelo governador Wilson Witzel.

 

O deputado disse em entrevista ao jornal O Globo, que todo bom bar tem uma boa caipirinha. Segundo o político, a caipirinha é um movimento cultural, outra forma de identificação da cidade.

 

No Rio há pouco mais de um ano, o bartender italiano  Nicola Bara, do Micro Bar, já atendeu a pedidos de caipirinha fora do país, mas acha que o brasileiro não dá muita bola para o drinque.

 

Segundo o bartender italiano, Nicola Bara,  o brasileiro não aprecia a caipirinha porque como a cachaça é a bebida mais acessível, no que diz respeito ao preço, existem algumas de péssima qualidade. E de acordo com o bartender, esse fato acabou traumatizando muitas pessoas.

 

Apesar do destaque, o único coquetel brasileiro reconhecido internacionalmente pelo International Bartenders Association (IBA) anda cambaleando. De acordo com um levantamento feito pela Cachaça Leblon, sete a cada dez caipirinhas não são feitas com cachaça. Muitas vezes, também, o limão é substituído por outras frutas, o que descaracteriza a bebida.

Bebida vem sendo descaracterizada (Foto: Pixabay)

Com informações do O Globo

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