PF vai apurar suposta ameaça de atentado terrorista na posse de Bolsonaro

Grupo autodenominado "Maldição Ancestral" diz ter colocado uma bomba em Brazlândia (DF)

28/12/2018 11h04 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



Fonte na PF diz que protocolo de segurança no dia da posse não será alterado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) abrirá inquérito para apurar uma suposta ameaça de atentado que seria praticado na posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, em Brasília, no dia 1º de janeiro.

 

O grupo responsável pela ameaça reivindicou ter colocado uma bomba em uma igreja de Brazlândia, no Distrito Federal, na madrugada de Natal, dia 25. O artefato explosivo foi desarmado pela Polícia Militar do DF.

 

O grupo, autointitulado "Maldição Ancestral", disse ter colocado a bomba ao lado da Igreja Santuário Menino Jesus, no Centro de Brazlândia. As informações obtidas pela Polícia Civil foram remetidas à PF, que tem atribuição de investigar suspeitas de ameaças a presidentes da República. O caso foi revelado pelo site Metrópoles.

 

No site do grupo autodenominado antipolítico e terrorista, há um texto considerado pela Polícia Civil como ameaça a Bolsonaro. "Se a facada não foi suficiente para matar Bolsonaro, talvez ele venha a ter mais surpresas em algum outro momento, já que não somos os únicos a querer a sua cabeça", diz o trecho do texto. "Dia 01 de Janeiro de 2019 haverá aqui em Brasília a posse presidencial, e estamos em Brasília e temos armas e mais explosivos estocados", acrescentou o grupo, que se diz "em tocaia terrorística contra o progresso humano".

 

Segurança de Bolsonaro

 

Segundo uma fonte na Polícia Federal disse ao jornal O Estado de S. Paulo, o protocolo de segurança da PF no dia da posse, 1º de janeiro, não será alterado por causa dessa ameaça.

 

A Polícia Federal, no entanto, faz apenas a segurança mais próxima do presidente eleito. Outros órgãos também atuarão no evento, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o Exército, a Força Nacional e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

 

A PF não tem como afirmar se outros órgãos mudarão algo no esquema de segurança. A investigação sobre a tentativa de atentado na igreja em Brazlândia continuará a ser apurada pela 18ª Delegacia de Polícia Civil.

 

Aproximadamente 140 nomes estão na lista de convidados pessoais de Bolsonaro para a cerimônia de posse. Entre os esperados em Brasília estão antigos parceiros de pescaria e líderes religiosos, segundo a Agência Brasil.

Do Estadão Conteúdo


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