População brasileira chegará a 233 milhões em 2047 e começará a encolher, aponta IBGE

Santa Catarina é o estado que possui a maior expectativa de vida para ambos os sexos, de 79,7 anos

25/07/2018 14h05 - Atualizado em 17/04/2020 14h39



A população brasileira continuará a crescer até 2047, quando atingirá 233,2 milhões de pessoas. No entanto, a partir de 2048, haverá uma queda gradual até 2060, quando recuará para 228,3 milhões, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira, dia 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o total de habitantes no Brasil é de mais de 208 milhões.

 

A revisão 2018 da Projeção da População do Brasil detalha a dinâmica de crescimento da população brasileira, acompanhando variáveis como fecundidade, mortalidade e migrações, e projeta o número de habitantes para as 27 unidades da federação.

 

Doze estados — Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Paraná e Rio Grande do Norte — deverão ter sua população reduzida antes de 2048 por conta de fluxos migratórios negativos. Ou seja, maior saída do que ingresso de habitantes.

 

Por outro lado, para oito estados não há previsão de diminuição da população até 2060. São eles: Goiás. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre.

 

Piauí, Bahia e Rio Grande do Sul deverão ser os primeiros estados a apresentar redução da população, impactados tanto pela perda de moradores para outros estados como também pela queda das taxas das taxas de fecundidade.

 

Taxa de fecundidade

 

A taxa de fecundidade no país tem se mantido relativamente estável nos últimos anos, mas com tendência de queda. Em 2018 chegou a 1,77 filho para cada mulher. Em 2010 estava em 1,75 e chegou a 1,8 em 2015. Segundo o IBGE, em 2060, o número médio de filhos por mulher deverá cair para 1,66.

 

Roraima é hoje o estado com maior taxa de fecundidade (2,31 filhos a cada mulher), seguido por Amazonas (2,28) e Acre (2,22). As menores são as de Minas Gerais (1,62) e Rio Grande do Norte (1,65).

 

Já em 2060, Roraima deverá continuar com a maior taxa de fecundidade (1,95), seguido por Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, todos com 1,80. As menores deverão ser Distrito Federal (1,50), Goiás, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os quatro com 1,55.

 

A pesquisa mostra ainda que, em 2018, as mulheres brasileiras têm filhos, em média, aos 27,2 anos. Em 2060, essa idade aumentará para 28,8 anos.

 

Expectativa de vida

 

Já a projeção para a expectativa de vida do brasileiro ao nascer — atualmente de 72,74 anos para homens e 79,8 anos para mulheres — é alcançar 77,9 anos para homens e 84,23 anos para as mulheres em 2060.

 

A revisão de 2018 estendeu a projeção de vida da população para as unidades da federação até 2060. O estudo mostrou que Santa Catarina — estado que já possui a maior expectativa de vida para ambos os sexos (79,7 anos) — deverá manter a liderança, chegando aos 84,5 anos em 2060.

 

Envelhecimento da população

 

Em 2018, a idade média da população é de 32,6 anos. Nove estados apresentam idade média abaixo dos 30 anos. Desses, o estado mais jovem é o Acre, com idade média de 24,9 anos. Já os estados das regiões Sul e Sudeste apresentam média de idade da população acima da projetada para o Brasil — o Rio Grande do Sul, onde a média é de 35,9 anos, é o mais envelhecido da federação.

 

Idosos vão superar número de crianças em 21 anos

 

Segundo a projeção, o percentual de idosos chegará a um quarto da população até 2060. A fatia de pessoas com mais de 65 anos passará dos atuais 9,2% para 20% em 2046, chegando a 25,5% em 2060.

 

O estudo mostra que também é possível medir o envelhecimento populacional comparando a população com 65 anos de idade ou mais e os menores de 15 anos. Para o Brasil em 2018, esse índice mostra que há 43,2 crianças de até 14 anos para cada grupo de 100 idosos com 65 anos ou mais.

 

“O que explica esse envelhecimento é a queda na taxa de fecundidade total, que reduz o número de nascimentos ao longo do tempo. Essa queda é observada em todos os estados brasileiros - primeiro nos estados do sul e sudeste e depois nas outras regiões”, destacou Leila Ervatti, demógrafa do IBGE.

Do G1


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